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Estudar na França: o guia para brasileiros

Publicado em Agosto 13, 2026

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Estudar na França significa cursar uma graduação, um mestrado ou um doutorado em uma instituição francesa, com diploma reconhecido no espaço europeu e candidatura feita pela plataforma oficial Campus France [1][2]. O país reúne mais de 3.500 estabelecimentos de ensino superior, entre universidades públicas e grandes écoles, e mantém um sistema de créditos comum ao resto da Europa [1]. Este guia explica como funciona o ensino superior francês, como se candidatar, quanto custa, o visto de estudante e as universidades mais bem ranqueadas.

Pontos-chave

  • O ensino superior francês segue o sistema LMD (Licence, Master, Doctorat), com três ciclos comuns à Europa [1].
  • A candidatura para brasileiros é feita pela plataforma Campus France (Études en France), com taxa de R$ 600 [2][3].
  • Estudantes de fora da União Europeia pagam taxas diferenciadas: cerca de € 2.895/ano na graduação e € 3.941/ano no mestrado [6].
  • Cursos acima de 90 dias exigem o visto de longa duração VLS-TS com menção "étudiant" [5].
  • O estudante pode trabalhar até 964 horas por ano, sem autorização de trabalho adicional [7].

Como funciona o ensino superior na França

O ensino superior francês segue o sistema LMD (Licence, Master, Doctorat), estrutura europeia de três ciclos adotada na maior parte da União Europeia [1]. Cada semestre vale 30 créditos do Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS), que são capitalizáveis e transferíveis entre países [1]. As durações são:

  • Licence (graduação): 6 semestres, total de 180 ECTS [1].
  • Master (mestrado): mais 4 semestres, somando 120 ECTS adicionais [1].
  • Doctorat (doutorado): obtido depois do conjunto dos ciclos, com no mínimo 8 anos de estudos desde o início da licence [1].

Uma característica do sistema é a coexistência de dois tipos de instituição: as universidades públicas, de acesso amplo, e as grandes écoles, escolas seletivas de engenharia, comércio e gestão [1]. Ambas operam dentro do mesmo sistema LMD, o que dá ao estudante brasileiro duas portas de entrada distintas conforme o perfil do curso.

Como se candidatar pelo Campus France

Para a maioria dos brasileiros, a candidatura passa obrigatoriamente pela plataforma Études en France, gerida pelo Campus France: ela é destinada a estudantes brasileiros ou residentes no Brasil que querem ingressar em uma instituição francesa conectada à plataforma [2].

O processo cobra uma taxa de R$ 600, paga em até dois dias úteis, e o dossiê só é avaliado depois da confirmação do pagamento [3]. Dois pontos merecem atenção:

  • O pagamento da taxa não garante a admissão: a decisão final é da instituição francesa que avalia o dossiê [4].
  • Não há isenção da taxa na candidatura pela plataforma, exceto em casos prévios específicos previstos pelo Campus France [4].

Por isso, vale tratar a candidatura como uma etapa de seleção, e não como simples inscrição. Montar um dossiê consistente, com histórico e projeto de estudos claros, vale  mais do que o pagamento em si.

Quanto custa estudar na França

Estudantes de fora da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça pagam as chamadas taxas diferenciadas (frais d'inscription différenciés) ao se matricular em licence, master ou engenharia em estabelecimentos públicos [6]. Os valores oficiais para 2025-2026 são anuais:

NívelTaxa diferenciada (não-UE)Taxa padrão (em caso de exoneração)
Licence (graduação)€ 2.895/ano€ 178/ano
Master (mestrado)€ 3.941/ano€ 254/ano
Doutorado€ 397/ano€ 397/ano

O doutorado não está sujeito às taxas diferenciadas: paga-se a mesma taxa dos estudantes da União Europeia, de € 397/ano [6]. Algumas situações dão direito à exoneração da taxa diferenciada, como convênios entre instituições que prevejam a isenção [6].

Além da matrícula, é preciso somar o custo de vida (moradia, alimentação e transporte), que varia bastante entre Paris e cidades menores. Para comparar destinos, veja o guia sobre quanto custa um intercâmbio.

Visto de estudante para a França

Para cursos com mais de 90 dias, o estudante precisa solicitar um visto de longa duração que vale como título de residência, o VLS-TS (visa de long séjour valant titre de séjour) com menção "étudiant", válido de 4 meses a 1 ano [5]. As principais regras são:

  • Comprovação de recursos de pelo menos € 615 por mês, dispensada para quem foi aprovado em concurso de instituição conveniada com o Estado [5].
  • Validação do VLS-TS em até 3 meses após a chegada, pelo portal ANEF, um procedimento totalmente online [5].
  • Depois de 1 ano sob o VLS-TS, é possível obter uma carte de séjour plurianual "étudiant" com duração equivalente aos anos restantes do curso [5].

Planejar o visto junto com a candidatura evita atrasos: a validação online e a comprovação de recursos costumam ser as etapas que mais exigem antecedência.

Trabalhar enquanto estuda e depois de se formar

O título de residência "étudiant" permite trabalhar até 964 horas por ano, o equivalente a 60% da duração legal anual do trabalho, sem necessidade de autorização adicional e sem que o empregador precise pedir autorização de trabalho [7]. Ultrapassar esse limite expõe o estudante à recusa de renovação do título, por isso convém controlar as horas ao longo do ano [7].

Depois de concluir os estudos, o diplomado com nível mínimo de licence professionnelle ou master pode obter a carte de séjour temporária de 1 ano, não renovável, destinada a "recherche d'emploi ou création d'entreprise", ou seja para procurar o primeiro emprego ou criar uma empresa [8]. Com contrato relacionado à formação e remuneração mínima fixada em lei, é possível mudar de status para "salarié" [8]. Para entender como conciliar estudo e trabalho, veja como estudar e trabalhar no exterior funciona.

[h2]Melhores universidades da França

A França concentra instituições reconhecidas nos rankings internacionais, o que pesa na escolha de quem busca prestígio acadêmico. Segundo o QS World University Rankings 2026 [9]:

  • Université PSL (Paris Sciences & Lettres): melhor universidade francesa, 28ª no mundo.
  • Sorbonne University: 72ª posição no mundo.

Paris também aparece na 7ª posição do QS Best Student Cities 2026, ranking das cidades mais bem avaliadas para estudantes [10]. A escolha ideal equilibra área de estudo, tipo de instituição (universidade ou grande école), custo e cidade. Para quem pensa em formatos mais curtos, vale analisar o guia de intercâmbio na França e avaliar se o intercâmbio na França vale a pena.

Estude na França com a SKEMA

A SKEMA Business School tem três campi na França: Lille, Paris e Sophia Antipolis. O estudante brasileiro pode iniciar a graduação em Belo Horizonte e cumprir parte do percurso em um dos campi franceses, integrando o ensino de uma grande école de negócios à experiência internacional.

Acreditada pelos três principais selos mundiais (AACSB, EQUIS e AMBA), a escola exige no mínimo 1 ano de mobilidade internacional para obtenção de dupla diplomação (brasileira e francesa) e dá acesso à mobilidade entre 7 campi no mundo, com o custo já incluído no programa. Conheça os programas de graduação com campi na França e a escola de administração de empresas por trás deles.

Conclusão

Estudar na França é uma decisão que combina a escolha entre universidade e grande école, a candidatura pelo Campus France e o orçamento com taxas diferenciadas. Com um sistema de créditos comum à Europa, regras claras de trabalho para estudantes e um caminho definido para o visto, o país segue como um destino sólido para brasileiros, desde que o planejamento comece com antecedência. O próximo passo é definir o curso e a instituição e, a partir disso, abrir o dossiê na plataforma Études en France.

Perguntas frequentes

  • Para a maioria dos brasileiros, a candidatura é feita pela plataforma Études en France, do Campus France. Ela cobra uma taxa de R$ 600, e o dossiê é avaliado pela instituição francesa, que toma a decisão final de admissão.

  • Estudantes de fora da União Europeia pagam taxas diferenciadas: cerca de € 2.895/ano na graduação e € 3.941/ano no mestrado, em 2025-2026. O doutorado paga € 397/ano, a mesma taxa dos estudantes europeus.

  • Para cursos com mais de 90 dias, é preciso o visto de longa duração VLS-TS com menção "étudiant". Ele exige comprovação de cerca de € 615 por mês e deve ser validado online em até 3 meses após a chegada.

  • Sim. O título de residência "étudiant" permite trabalhar até 964 horas por ano, sem autorização de trabalho adicional. Ultrapassar esse limite pode levar à recusa de renovação do título.

  • Sim. O diplomado com nível mínimo de licence professionnelle ou master pode obter uma carte de séjour de 1 ano, não renovável, para procurar emprego ou criar empresa, com possibilidade de mudar de status para "salarié".

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