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Estudar na China: o guia para brasileiros

Publicado em Agosto 14, 2026

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Estudar na China significa cursar uma graduação, um mestrado ou um doutorado em uma universidade chinesa, com programas em mandarim ou em inglês e visto de estudante específico para cada duração [1][3]. O país concentra universidades no topo dos rankings internacionais e abriu o ensino superior a estudantes estrangeiros de quase todas as áreas [1][7]. Este guia explica como funciona o ensino superior chinês, o teste de mandarim, a candidatura, o visto de estudante e as universidades mais bem ranqueadas.

Pontos-chave

  • O ensino superior chinês oferece graduação, mestrado e doutorado a estudantes internacionais [1].
  • Os programas podem ser em mandarim ou em inglês; quem não domina o mandarim costuma cursar 1 a 2 anos de língua antes do curso [1].
  • O teste oficial de proficiência é o HSK (Hanyu Shuiping Kaoshi), com nível mínimo que varia por área [2].
  • Para estudos acima de 180 dias, é preciso o visto X1, com carta de admissão e formulário JW201 ou JW202 [3].
  • Após a chegada, o titular do X1 tem 30 dias para solicitar o documento de residência [3].

Como funciona o ensino superior na China

O sistema chinês oferece três níveis de estudo para estudantes internacionais: graduação (bacharelado), mestrado e doutorado [1]. Há requisitos gerais de idade e formação por nível, usados como referência oficial [1]:

  • Graduação: para concluintes do ensino médio com menos de 25 anos [1].
  • Mestrado: para portadores de bacharelado com menos de 35 anos [1].
  • Doutorado: para portadores de mestrado com menos de 40 anos [1].

Além disso, o candidato precisa ser cidadão de outro país e estar em boas condições de saúde [1]. Os programas podem ser ministrados em mandarim ou em inglês; quem opta por um curso em mandarim sem proficiência adequada costuma cursar de 1 a 2 anos letivos de língua chinesa antes ou durante o programa [1]. Definir o idioma do curso é, por isso, uma das primeiras decisões a tomar.

O teste de mandarim HSK

O HSK (Hanyu Shuiping Kaoshi) é o exame oficial de proficiência em mandarim para falantes não nativos, usado na admissão, na conclusão e na classificação de estudantes internacionais [2]. Ele tem duas frentes: o HSK escrito, com 6 níveis (do I ao VI), e o HSKK oral, com 3 níveis (iniciante, intermediário e avançado) [2].

A exigência muda conforme a área do curso [2]:

  • Literatura, história, filosofia e medicina tradicional chinesa: no mínimo HSK nível 6 [2].
  • Ciências, engenharia e economia: podem aceitar níveis mais baixos, a partir do nível 3 [2].

O relatório de pontuação do HSK vale 2 anos a partir da data do teste para candidaturas a universidades chinesas [2]. Por isso, convém planejar o exame perto do período de inscrição, e não com muita antecedência.

Como se candidatar e os documentos

A candidatura é feita diretamente na universidade chinesa, que avalia o perfil do estudante e, ao aprová-lo, emite dois documentos essenciais para o visto: o admission notice (carta de admissão) e o formulário JW201 ou JW202 (Visa Application for Study in China) [3].

Esses dois documentos são obrigatórios para o pedido do visto de estudo de longo prazo [3]. Vale conferir desde o início:

  • O passaporte deve ter validade mínima de 6 meses e páginas em branco suficientes [3][4].
  • O admission notice e o JW201/JW202 são emitidos pela própria universidade após a aprovação [3].

Como cada universidade tem seu calendário e seus critérios, confirmar os prazos de inscrição diretamente com a instituição evita perder a janela de candidatura.

Visto de estudante para a China

O tipo de visto depende da duração dos estudos [3]:

VistoDuração dos estudosDocumentosExame médico
X1Mais de 180 diasAdmission notice + JW201/JW202Exigido[5]
X2Até 180 diasApenas admission noticeNão exigido [5]

Para a graduação completa, o visto aplicável é o X1 [3]. Depois de entrar na China, o titular do X1 deve solicitar o documento de residência (residence permit) junto à Administração de Entrada e Saída do governo local em até 30 dias [3].

O visto X1 também exige um exame médico (Foreigner's Physical Examination Record), que pode ser feito no país de origem antes da viagem, com possível reexame na China [5]. Já o visto X2, de curta duração, dispensa esse exame [5]. Para comparar com formatos mais curtos, veja  intercâmbio na China.

Trabalhar durante os estudos na China

As regras de trabalho do estudante na China são restritivas. Segundo o Artigo 22 do Regulamento de Administração de Entrada e Saída de Estrangeiros, quem tem documento de residência para estudo não pode trabalhar nem estagiar fora do campus, a menos que isso esteja especificado no próprio documento de residência [6].
Para conseguir essa autorização, o estudante precisa reunir três condições e solicitá-la à Administração de Entrada e Saída [6]:

  • A inclusão, no documento de residência, do local e da duração do trabalho ou estágio.
  • A aprovação da instituição de ensino.
  • O contrato ou a certificação do empregador.

Na prática, para um   estudante trabalhar, precisa de uma autorização que é avaliada caso a caso,  não é automático como em outros destinos. Para entender melhor essa dinâmica, veja como estudar e trabalhar no exterior funciona.

Quanto custa estudar na China

O custo de estudar na China envolve a matrícula e o custo de vida. As mensalidades da graduação são fixadas por cada universidade e cobradas em RMB (renminbi), variando conforme o programa e a instituição, já que boa parte das vagas para estrangeiros é de programas autofinanciados.

Por não haver uma tabela nacional única, o valor exato deve ser confirmado na página de cada universidade. Ao orçamento da matrícula é preciso somar o custo de vida (moradia, alimentação e transporte), que muda bastante entre cidades grandes e médias. Para comparar destinos, veja o guia sobre quanto custa um intercâmbio.

Melhores universidades da China

A China concentra instituições no topo dos rankings internacionais, o que pesa na escolha de quem busca prestígio acadêmico. Segundo o QS World University Rankings 2026 [7]:

  • Peking University (Universidade de Pequim): 14ª no mundo.
  • Tsinghua University: 17ª no mundo.

As duas universidades estão entre as mais bem posicionadas da Ásia e oferecem programas para estudantes internacionais [7]. A escolha ideal equilibra área de estudo, idioma do curso (mandarim ou inglês), custos e cidade. Para quem pensa em formatos mais curtos, vale avaliar se o intercâmbio na China vale a pena.

Estude na China com a SKEMA

A SKEMA Business School tem dois campi na China: Suzhou e Nanjing. O estudante brasileiro pode iniciar a graduação em Administração em Belo Horizonte e cumprir parte do percurso em um dos campi chineses, somando a experiência asiática a uma formação internacional em negócios.

Acreditada pelos três principais selos mundiais (AACSB, EQUIS e AMBA), a faculdade exige no mínimo 1 ano de mobilidade internacional para dupla diplomação (brasileira e francesa) e dá acesso à mobilidade entre 7 campi no mundo, com o custo já incluído no programa. Conheça os programas de graduação com campi na China e a escola de administração de empresas por trás deles.

Conclusão

Estudar na China é uma decisão que combina a escolha do idioma do curso, o teste de mandarim quando exigido e o visto X1 para estudos longos. Com universidades bem posicionadas, regras claras de admissão e um caminho definido para o documento de residência, o país ganhou espaço entre os destinos procurados por brasileiros, desde que o planejamento comece com antecedência. O próximo passo é escolher a universidade e o programa e, a partir disso, abrir a candidatura para receber o admission notice.

Perguntas frequentes

  • Depende do curso. Há programas em inglês e programas em mandarim. Para os cursos em mandarim, quem não tem proficiência costuma cursar de 1 a 2 anos de língua antes ou durante o programa, e pode ser exigido o teste HSK.

  • O HSK é o exame oficial de proficiência em mandarim. O nível exigido varia por área: literatura, história, filosofia e medicina tradicional pedem no mínimo o nível 6, enquanto ciências, engenharia e economia podem aceitar a partir do nível 3.

  • Para estudos acima de 180 dias, é preciso o visto X1, que exige carta de admissão e o formulário JW201 ou JW202. Para cursos de até 180 dias, usa-se o visto X2, mais simples e sem exame médico.

  • Não de forma automática. Pelo Artigo 22 do regulamento de estrangeiros, o estudante só pode trabalhar ou estagiar fora do campus se isso constar no seu documento de residência, mediante autorização da Administração de Entrada e Saída.

  • Não há tabela nacional única. As mensalidades de graduação são fixadas por cada universidade e cobradas em RMB, variando conforme o programa. O valor exato deve ser confirmado na página de cada instituição, somado ao custo de vida.

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