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Intercâmbio na Espanha: o guia para brasileiros em 2026

Campus Belo Horizonte
Internacional
Vida do Estudante

Publicado em Julho 07, 2026

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O intercâmbio na Espanha permite estudar espanhol, fazer uma graduação ou uma pós em um país europeu acessível e cheio de cultura, pode variar de poucas semanas a vários anos. Para estadias de até 90 dias, o brasileiro entra sem visto no Espaço Schengen [3]; acima disso, precisa de um visto de estudos [2]. Este guia compara os tipos de programa, os custos em reais, as regras do visto e de trabalho, e as melhores cidades para escolher a opção certa para o seu objetivo.

Pontos-chave

  • Os formatos mais comuns são cursos de espanhol, graduação, pós-graduação e programas de curta duração, de duas semanas a vários anos.
  • Até 90 dias, brasileiros não precisam de visto; acima de 90 dias, é obrigatório o visto de estudante, solicitado no consulado espanhol ainda no Brasil [1][2].
  • O visto de estudos exige comprovação  financeira de cerca de €600 por mês de estadia (100% do IPREM, o Indicador Público de Renta de Efectos Múltiples) e um seguro de saúde válido na Espanha [1].
  • Estudantes de ensino superior e de formação profissional podem trabalhar até 30 horas por semana, de forma compatível com os estudos [2].
  • Barcelona, Madri, Valência, Salamanca e Sevilha estão entre as cidades mais procuradas, com custos de vida bem diferentes entre si.
     

O que é e como funciona o intercâmbio na Espanha

Fazer esse intercâmbio é estudar em uma instituição espanhola por algumas semanas ou por anos, com a documentação certa para a duração escolhida. O formato muda conforme a meta: aprender espanhol, cursar uma graduação, fazer uma pós ou viver uma experiência cultural curta.

Quatro critérios definem a sua escolha e devem ser decididos logo no começo do planejamento:

  • Objetivo: idioma, diploma, experiência cultural ou carreira internacional.
  • Orçamento: o valor total em reais, já contando com o câmbio do euro.
  • Duração e visto: até 90 dias não exige visto; acima disso, sim [2][3].
  • Cidade: define o custo de vida, o clima e o perfil da vida estudantil.

A Espanha é um destino procurado por unir um idioma útil em todo o mundo, uma forte tradição universitária e um custo de vida menor do que o de outros países europeus. A partir de uma parceria com EADA Business School, o país também está integrado  ao ecossistema da  SKEMA, uma escola de negócios com presença internacional, e funciona como porta de entrada para uma carreira no continente europeu.
 

Tipos de intercâmbio na Espanha

Existe um formato para cada objetivo, do curso de espanhol de duas semanas à graduação completa. A escolha define a duração, o custo e a necessidade ou não de visto.

Cursos de espanhol

Os cursos de idiomas são a porta de entrada mais comum. Duram de duas semanas a um ano e atendem todos os níveis. Cursos de até 90 dias dispensam visto; acima disso, é preciso obter o visto de estudos. É a opção mais flexível para o primeiro contato com o país.

Graduação

A graduação em uma universidade espanhola dura cerca de quatro anos e leva ao diploma de grado. Costuma exigir um nível intermediário ou avançado de espanhol e o visto de estudos, já que ultrapassa 90 dias. É o caminho para quem quer um diploma europeu completo.

Pós-graduação

Mestrados (master) e doutorados atraem quem já tem diploma e busca especialização ou pesquisa. A duração varia de um a quatro anos, com visto de estudos. Muitos programas são oferecidos em espanhol ou em inglês, o que amplia as opções para o estudante brasileiro.

Programas de curta duração

As experiências curtas, como summer school e cursos intensivos, acontecem nas férias e duram de poucas semanas a dois meses. Servem para conhecer uma cidade, somar créditos ou ter uma primeira experiência sem compromisso longo, em geral dentro do limite de 90 dias sem visto.

Cada formato define o tempo de antecedência: cursos curtos podem ser  organizados em poucos meses, mas graduação e pós pedem mais  antecedência no processo, por causa da seleção e da emissão do visto.

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Quanto custa um intercâmbio na Espanha

O custo varia conforme o tipo de programa, a cidade e a duração. Os valores abaixo são aproximados e servem como referência de planejamento; como tudo é pago em euro, o câmbio afeta o orçamento em reais.

Tipo de programaDuração típicaCusto aproximado
Curso de espanhol2 semanas a 1 anoR$ 2.000 a R$ 5.000 por mês
Graduação (grado)4 anosR$ 6.000 a R$ 80.000 por ano
Pós-graduação (máster)1 a 2 anosR$ 25.000 a R$ 150.000 no total
Curta duração / summer2 a 8 semanasR$ 8.000 a R$ 25.000 no total

Esses valores são por mês, por ano ou por período: para uma graduação de quatro anos, você deve somar a mensalidade  referente a cada ano. As universidades públicas costumam ter valores menores que as privadas. Para comparar com outros destinos e ver todas as despesas, veja o guia sobre quanto custa um intercâmbio.

Além da mensalidade, é preciso somar as despesas mensais de moradia, alimentação e transporte. O custo de vida muda muito por cidade: Barcelona e Madri ficam no topo, enquanto Valência, Salamanca e Sevilha são mais acessíveis. Vale lembrar que o visto de estudos exige comprovar meios financeiros de cerca de €600 por mês de estadia [1], um bom parâmetro para dimensionar o orçamento.

Visto e documentos para fazer intercâmbio na Espanha

A necessidade de visto depende da duração do intercâmbio. A regra principal é o limite de 90 dias.

  • Até 90 dias: brasileiros não precisam de visto para estudar na Espanha por curtos períodos, dentro do limite de no máximo 90 dias [3]. Basta passaporte válido (por pelo menos três meses após a saída), seguro viagem e comprovação de meios  de hospedagem [4].
  • Acima de 90 dias: é obrigatório solicitar o visto de estudos (autorização de estância por estudos) no consulado espanhol, ainda no Brasil [2].

Para o visto de estudos, os documentos principais são:

  1. Carta de aceite de uma instituição reconhecida, com carga horária mínima.
  2. Comprovação de meios financeiros: cerca de €600 por mês de estadia, equivalente a 100% do IPREM [1].
  3. Seguro de saúde com cobertura válida na Espanha [1].
  4. Antecedentes criminais e atestado médico, conforme o caso.

Sobre o trabalho: estudantes de ensino superior e de formação profissional podem trabalhar até 30 horas por semana, desde que seja compatível com os estudos e sem prejudicar as aulas [2]. Esse limite subiu de 20 para 30 horas com a reforma do regulamento de estrangeiros em 2022 [5]. Para entender como conciliar as duas coisas, veja como estudar e trabalhar no exterior funcionam na prática. Vale acompanhar também o começo da operacionalização do ETIAS, a autorização eletrônica de viagem, prevista para o fim de 2026, que não é um visto e custará cerca de €7 [6].
 

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Melhores cidades para estudar na Espanha

A cidade influencia o custo, o clima e o tipo de experiência. Algumas se destacam pela concentração de boas instituições e pela vida estudantil.

  • Barcelona: sede da Universitat de Barcelona, a universidade espanhola mais bem colocada no ranking Quacquarelli Symonds (QS) World University Rankings 2026 (160ª no mundo) [7]. Cidade litorânea, internacional e de alto custo de vida.
  • Madri: capital e maior polo acadêmico, com a Universidad Complutense (187ª no QS 2026) [7]. Oferece muita oferta cultural e de estágios, com custo de vida elevado.
  • Valência: equilíbrio entre qualidade de vida, praia e custo de vida mais acessível do que em Barcelona e Madri.
  • Salamanca: cidade universitária histórica, referência para cursos de espanhol, com custo de vida baixo.
  • Sevilha: no sul, é conhecida pela cultura andaluza e por um custo de vida entre os mais acessíveis do país.

Para ir além do intercâmbio e planejar um diploma completo, veja o guia sobre estudar na Espanha.

Como escolher o intercâmbio ideal por perfil

A melhor opção depende do que você quer alcançar. Um resumo rápido por objetivo:

  • Quer aprender espanhol: curso de idiomas de alguns meses, com bom retorno a um custo menor.
  • Quer diploma e carreira internacional: graduação ou pós em universidade, com acesso ao mercado europeu.
  • Tem orçamento mais apertado: cidades como Valência, Salamanca e Sevilha equilibram custo e experiência.
  • Quer uma primeira experiência: programas de curta duração dentro do limite de 90 dias, sem burocracia de visto.

Antes de decidir, vale entender o que é intercâmbio e como fazer intercâmbio passo a passo, para alinhar objetivo, orçamento e calendário.

Estude na Espanha com o apoio da SKEMA

Na Espanha, a SKEMA Business School atua em parceria com a EADA Business School, em Barcelona, onde estudantes do Global BBA podem cursar o terceiro ou o quarto ano do programa. Em vez de organizar tudo por conta própria, o aluno segue um programa acadêmico com mobilidade internacional integrada, que começa no campus de Belo Horizonte e inclui semestres em outros países.

A escola é acreditada pelos três principais selos mundiais (AACSB, EQUIS e AMBA) e exige no mínimo 1 ano de mobilidade internacional no Global BBA para dupla diplomação (brasileira e francesa). Conheça a graduação com especialização na EADA Barcelona e mobilidade entre 7 campi.

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Conclusão

Fazer intercâmbio na Espanha combina três decisões: o programa, a duração e o orçamento. Com formatos que vão do curso de espanhol à pós-graduação, dá para ajustar a experiência ao objetivo e ao bolso, desde que o planejamento comece cedo e respeite a regra dos 90 dias para o visto. Para quem ainda pesa o investimento, o próximo passo é avaliar se o intercâmbio na Espanha vale a pena no seu caso.

Perguntas frequentes

  • Depende da duração. Para até 90 dias, brasileiros não precisam de visto no Espaço Schengen [3]. Acima de 90 dias, é obrigatório solicitar o visto de estudos no consulado espanhol, ainda no Brasil [2].

  • O visto de estudos exige comprovar meios financeiros de cerca de €600 por mês de estadia, o equivalente a 100% do IPREM, além de seguro de saúde válido na Espanha [1].

  • Estudantes de ensino superior e de formação profissional podem trabalhar até 30 horas por semana, desde que compatível com os estudos [2]. Cursos de idiomas têm regras próprias e nem sempre dão direito automático ao trabalho.

  • Não existe uma única resposta: Barcelona e Madri lideram em oferta acadêmica  com custo mais alto, enquanto Valência, Salamanca e Sevilha equilibram qualidade de vida e gastos. A escolha depende do objetivo e do orçamento.

  • Para cursos de idiomas, não: eles atendem todos os níveis, do iniciante ao avançado. Para graduação e pós, costuma-se exigir um nível intermediário ou avançado, embora muitos programas de pós também sejam oferecidos em inglês.

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