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Realidade virtual: SKEMA lidera um consórcio internacional que estabelece as bases para o futuro da pesquisa
Publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”, um dos periódicos científicos mais prestigiados do mundo, um estudo histórico que reúne 41 pesquisadores de mais de 30 instituições internacionais estabeleceu os primeiros protocolos globais para a padronização da pesquisa em realidade virtual nas ciências comportamentais. Esse avanço pode transformar profundamente a disciplina.
Embora a realidade virtual já permita que pesquisadores realizem experimentos imersivos, altamente controlados e reproduzíveis, seu desenvolvimento científico vinha sendo limitado pela ausência de padrões comuns entre as equipes de pesquisa. O estudo, "Creating Common Virtual Ground: Protocols to Democratize Open VR Research", enfrenta esse desafio ao apresentar o primeiro arcabouço metodológico internacional para pesquisas em realidade virtual nas ciências comportamentais.
A SKEMA é representada no consórcio internacional por dois especialistas em realidade virtual da instituição: Anand van Zelderen, Professor Assistente e idealizador do estudo, e Albert Jolink, Professor Titular e coautor. O consórcio desenvolveu um conjunto abrangente de protocolos, além de uma plataforma interativa que permite que equipes de pesquisa de todo o mundo implementem os mais elevados padrões científicos. A abordagem possui três objetivos principais: garantir a compatibilidade entre diferentes sistemas de realidade virtual, harmonizar os protocolos experimentais e incentivar o compartilhamento de dados, códigos e ambientes virtuais para facilitar a replicação dos estudos científicos.
Além desses avanços metodológicos, a iniciativa enfrenta um dos maiores desafios das ciências comportamentais: a reprodutibilidade dos resultados de pesquisa. Ao permitir que condições experimentais idênticas sejam reproduzidas em diferentes laboratórios, a realidade virtual aumenta significativamente a confiabilidade das pesquisas científicas, ao mesmo tempo em que democratiza o acesso a essas tecnologias por meio dos princípios da ciência aberta.
O estudo conta com o apoio da Openverse Platform, fundada por Anand van Zelderen, que reúne pesquisadores de importantes instituições acadêmicas da Europa e de outras regiões do mundo, incluindo a Dublin City University e a University of California, Merced.
Os novos protocolos também abrem oportunidades significativas para a Inteligência Artificial. Ao gerar conjuntos de dados harmonizados e comparáveis internacionalmente, eles permitirão que modelos de IA analisem milhares de experimentos, detectem padrões que, de outra forma, permaneceriam despercebidos, identifiquem vieses experimentais com maior rapidez e gerem novas hipóteses científicas. Essa integração entre realidade virtual e Inteligência Artificial tem potencial para acelerar descobertas em áreas tão diversas quanto gestão, educação, saúde mental, políticas públicas e interação entre seres humanos e IA.
Esta publicação representa também um marco importante para a SKEMA que, apoiando-se na expertise de seu corpo docente e de suas equipes de pesquisa, pretende reunir uma comunidade científica internacional em torno desses novos padrões. Diversas novas colaborações já estão em andamento, e uma conferência científica internacional dedicada a esses protocolos e aos seus novos desdobramentos será realizada em 2027, no campus Grand Paris da SKEMA.
"A realidade virtual não é apenas uma poderosa ferramenta experimental. Com esses protocolos, também estamos estabelecendo as bases para as pesquisas do futuro, apoiadas pela Inteligência Artificial. É essa convergência entre realidade virtual, ciência aberta e Inteligência Artificial que tem potencial para transformar as ciências comportamentais nas próximas décadas", concluem Anand van Zelderen e Albert Jolink.