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Estudar nos Estados Unidos: o guia para brasileiros

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Publicado em Agosto 06, 2026

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Estudar nos Estados Unidos envolve cursar uma graduação, uma pós-graduação ou um community college em uma instituição americana, com visto de estudante F-1 e um processo de admissão baseado em provas e proficiência em inglês [1]. No ano letivo de 2024/25, o país recebeu mais de 1,1 milhão de estudantes internacionais, e o Brasil está entre os dez que mais enviaram alunos [12]. Este guia explica como funciona o ensino superior americano, os requisitos de admissão, os custos, o visto e as oportunidades de trabalho após o diploma.

Pontos-chave

  • O ensino superior dos EUA tem três caminhos: community college (2 anos), graduação (4 anos) e pós-graduação (mestrado e doutorado) [8].
  • A admissão costuma exigir provas como SAT ou ACT e um teste de inglês, tais como TOEFL ou IELTS [9].
  • A anuidade média em instituições de 4 anos foi de US$ 9.800 (públicas) e US$ 40.700 (privadas) em 2022-23 [10].
  • O visto F-1 é o documento padrão para estudos acadêmicos, com taxa SEVIS de US$ 350 [1][2].
  • Após a graduação, o OPT autoriza até 12 meses de trabalho na área, com extensão de 24 meses para áreas STEM [4][5].

Como funciona o ensino superior nos Estados Unidos

O sistema americano é descentralizado e baseado em créditos: cada disciplina vale um número de créditos, e o aluno acumula o total exigido para concluir o programa, com liberdade para escolher disciplinas eletivas [8]. Em 2021-22, o país tinha mais de 3.500 instituições com ingressantes [8].

Há três níveis principais de estudo, com durações distintas:

  • Community college: cursos de 2 anos que levam ao *associate degree*, com no mínimo 60 créditos transferíveis para um bacharelado [8].
  • Graduação (undergraduate): o bacharelado dura de 4 a 5 anos e é o caminho mais comum para quem acaba de sair do ensino médio [8].
  • Pós-graduação (graduate): o mestrado leva em média 2 anos e o doutorado, de 5 a 8 anos [8].

O *community college* costuma ser a porta de entrada mais acessível: o aluno cumpre os dois primeiros anos por um valor menor e transfere os créditos para uma universidade, onde conclui o bacharelado. É uma estratégia comum entre estudantes internacionais que querem equilibrar custo e diploma de quatro anos.

Requisitos para estudar nos Estados Unidos

A admissão depende do nível pretendido, mas dois grupos de exigências aparecem na maioria dos processos: provas acadêmicas e comprovação de inglês.

A maioria das faculdades pede um teste de proficiência quando o inglês não é a língua nativa do candidato, geralmente o Test of English as a Foreign Language (TOEFL), o IELTS ou o PTE [9]. Para a graduação, é comum exigir também uma prova padronizada: o SAT (leitura, escrita e matemática) ou o ACT (que inclui ciências) [9].

Os documentos pedidos com mais frequência incluem:

  • Histórico escolar traduzido e, às vezes, com equivalência de notas.
  • Cartas de recomendação e carta de motivação (*essay*).
  • Comprovação financeira do custo do primeiro ano de estudos.
  • Resultados de testes de inglês e, para a graduação, do SAT ou ACT.

Vale destacar: "community college" normalmente não exige SAT ou ACT e pode aplicar apenas um teste de nivelamento na chegada [9]. Por isso, ele costuma ser a via mais simples para quem ainda está construindo o histórico acadêmico ou o nível de inglês.

Quanto custa estudar nos Estados Unidos

O custo varia conforme o tipo de instituição (pública ou privada), o nível e a cidade. Os valores oficiais abaixo são anuais e servem como referência de planejamento.

Tipo de instituiçãoAnuidade média (tuition + taxas)Base
Universidade pública (4 anos)US$ 9.800 por ano2022-23 [10]
Universidade privada (4 anos)US$ 40.700 por ano2022-23 [10]
Community college público (2 anos)US$ 4.000 por ano2022-23 [10]

Esses valores são por ano, não pelo diploma inteiro: uma graduação de quatro anos soma a anuidade de cada ano. Somando moradia, alimentação e transporte, o custo total em uma instituição de 4 anos chegou, em 2022-23, a US$ 27.100 (pública) e US$ 58.600 (privada) por ano [10].

Além da anuidade, é preciso considerar o custo de vida e o seguro-saúde estudantil, exigido pela maioria das universidades. Como tudo é pago em dólar, a variação do câmbio afeta diretamente o orçamento em reais, o que torna útil manter uma reserva. Para comparar com outros destinos, veja o guia sobre quanto custa um intercâmbio.

Visto de estudante para os Estados Unidos

Estudar em uma instituição acadêmica americana exige o visto F-1; o M-1 é reservado a cursos técnicos e vocacionais [1]. Antes de solicitar o visto, o estudante precisa estar registrado no Student and Exchange Visitor Information System (SEVIS) por uma escola certificada, que emite o Formulário I-20 [1].

EtapaO que envolveCusto
Registro SEVISPagamento da taxa I-901, obrigatória antes da entrevistaUS$ 350 [2]
Formulário DS-160Solicitação online do visto de não-imigranteUS$ 185 [3]
Entrevista consularRealizada na embaixada ou consulado dos EUASem taxa adicional

O processo segue uma ordem clara:

  1. Receber a carta de aceite da instituição, com o Formulário I-20 [1].
  2. Pagar a taxa SEVIS de US$ 350 [2].
  3. Preencher o DS-160 e pagar a taxa de US$ 185 [3].
  4. Agendar e fazer a entrevista no consulado, com a comprovação dos pagamentos [1].

Vale planejar com antecedência: estudantes com visto F-1 não podem entrar nos EUA mais de 30 dias antes do início do programa e devem deixar o país em até 60 dias após o término indicado no I-20 [1].

Trabalhar durante e depois dos estudos nos EUA

O visto F-1 permite trabalho em condições específicas, o que torna o diploma americano atraente para quem pensa em carreira internacional. Há três mecanismos principais, todos ligados à área de estudo.

  • Curricular Practical Training (CPT): estágio ou trabalho remunerado que faz parte do currículo, autorizado pela escola durante o curso [6].
  • Optional Practical Training (OPT): emprego ligado à formação, de até 12 meses, antes ou depois da conclusão [4].
  • STEM OPT: extensão de 24 meses do OPT para quem se formou em ciências, tecnologia, engenharia ou matemática, somando até 36 meses de trabalho [5].

Depois desse período, a transição para um emprego de longo prazo costuma passar pelo visto H-1B, voltado a ocupações especializadas que exigem no mínimo um bacharelado na área; ele tem limite anual de vagas e seleção por sorteio [7]. Entender essas etapas ajuda a planejar a permanência; veja como estudar e trabalhar no exterior funciona na prática.

Universidades mais bem ranqueadas dos Estados Unidos

Os EUA concentram várias instituições no topo dos rankings internacionais, o que pesa na escolha de quem busca prestígio acadêmico. Segundo o QS World University Rankings 2026 [11]:

  • Massachusetts Institute of Technology (MIT): 1º no mundo, líder também em Engineering & Technology.
  • Stanford University: 3ª no mundo, fica na Califórnia.
  • Harvard University: 5ª no mundo, referência em Economics.
  • California Institute of Technology (Caltech): 10ª no mundo.

Mais de 1.500 universidades constam na edição 2026 do ranking, o que mostra uma amplitude de opções que vai além das mais conhecidas [11]. A escolha ideal equilibra reputação, área de estudo, custo e cidade. Para quem ainda pesa formatos mais curtos, vale comparar diferentes opções; veja  em intercâmbio nos Estados Unidos.

Estude nos Estados Unidos com a SKEMA

A SKEMA Business School mantém um campus em Raleigh (Carolina do Norte), onde oferece o Global BBA (Bachelor of Business Administration) com  especialização em International Business. O estudante brasileiro pode iniciar a graduação em Belo Horizonte e cumprir parte do percurso nos Estados Unidos, com a opção de dupla diplomação em parceria com universidades americanas como a North Carolina State University (NCSU), a Western Carolina University (WCU) e a Florida International University (FIU).

Acreditada pelos três principais selos mundiais (AACSB, EQUIS e AMBA), a  SKEMA exige no mínimo 1 ano de mobilidade internacional para dupla diplomação (brasileira e francesa) e dá acesso à mobilidade entre 7 campi no mundo, com o custo já incluído no programa. Conheça os programas de graduação com dupla diplomação nos Estados Unidos e a escola de administração de empresas por trás deles.

Conclusão

Estudar nos Estados Unidos é uma decisão que combina escolha de instituição, orçamento e visto. Com caminhos que vão de community college à pós-graduação, e com o trabalho após o diploma garantido pelo OPT, o país segue como um dos destinos mais procurados por brasileiros. O planejamento deve começar com pelo menos um ano de antecedência. O  primeiro passo é definir o objetivo acadêmico e, a partir dele, montar  um cronograma de candidatura e visto.
 

Perguntas frequentes

  • Sim. As faculdades pedem um teste de proficiência como TOEFL, IELTS ou PTE quando o inglês não é a língua nativa. O nível exigido varia por instituição e por nível de curso.

  • O visto F-1 cobre cursos acadêmicos como graduação e pós-graduação. O M-1 vale para cursos técnicos e vocacionais. Em ambos, são necessários o registro no SEVIS e o Formulário I-20 emitido pela instituição.

  • A anuidade média em instituições de 4 anos foi de US$ 9.800 nas públicas e US$ 40.700 nas privadas em 2022-23. Somando moradia e despesas, o custo total chega a US$ 27.100 (pública) e US$ 58.600 (privada) por ano.

  • Sim, com o visto F-1. O CPT permite estágio ligado ao currículo durante o curso, e o OPT autoriza até 12 meses de trabalho na área após o diploma, com extensão de 24 meses para áreas STEM.

  • Para quem busca economia, sim. A community college tem anuidade menor, costuma dispensar SAT ou ACT e permite transferir os créditos para uma universidade depois de dois anos, concluindo o bacharelado com custo total mais baixo.

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