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Mission Possible: dez estudantes da SKEMA embarcam para uma travessia do Atlântico Norte à vela

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Publicado em Maio 04, 2026

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Os rostos demonstravam entusiasmo, e os olhares, por vezes, revelavam surpresa diante das dimensões do navio. Nesta quarta-feira, 6 de maio, dez estudantes da SKEMA Business School soltaram as amarras em Baltimore para uma travessia de 19 dias do Atlântico Norte a bordo do Neoliner Origin, acompanhados por Bertrand Groslambert, professor de finanças. Os estudantes acabam de concluir seu semestre de intercâmbio acadêmico no campus americano da SKEMA em Raleigh, na Carolina do Norte. Agora, seguem rumo à França e a Saint-Nazaire, após percorrerem quase 4.500 milhas náuticas pelo oceano. Uma experiência rara, entre aventura coletiva, imersão marítima e reflexão sobre mobilidades de baixo carbono.

O grupo embarcado também reflete a diversidade dos programas da SKEMA, reunindo estudantes do BBA, do Programa Grande École e de vários MSc internacionais, sobretudo nas áreas de finanças e desenvolvimento de negócios.

Atracado no cais, o Neoliner Origin não deixa ninguém indiferente. Apresentado como o maior veleiro cargueiro comercial do mundo, o navio tem 136 metros de comprimento e 3.000 m² de velas. Uma silhueta fora do comum, concebida para reduzir a pegada de carbono do transporte marítimo graças a uma propulsão principalmente vélica. O projeto “Mission POSSIBLE” nasceu há vários meses de uma reflexão sobre as mobilidades estudantis internacionais e seu impacto ambiental.

De forma concreta, trata-se de questionar o papel do avião nos intercâmbios acadêmicos globais e de experimentar outras formas de viajar: mais lentas, mais coletivas e com menor emissão de carbono. “Este projeto se insere em uma abordagem exploratória e busca compreender se alternativas críveis à aviação podem surgir para a mobilidade estudantil internacional”, explica Bertrand Groslambert, o professor de finanças que acompanha os estudantes a bordo.

Para esta travessia, preparada ao longo de muitos meses, os estudantes participaram de vários workshops e momentos de troca dedicados à mobilidade sustentável, à cooperação em tripulação, à gestão das emoções e à resiliência coletiva. Atividades sobre “motivações e receios”, “clima emocional” e cooperação a bordo também foram organizadas antes da partida. Sempre úteis no mar para enfrentar qualquer situação…

Questionar a mobilidade estudantil

Bertrand Groslambert resume a ambição da missão: “Podemos imaginar a mobilidade estudantil internacional sem avião? É essa a questão que testamos por meio de uma experiência única.” Embora a iniciativa seja tanto pedagógica quanto exploratória, trata-se, de forma séria, de observar concretamente “os comportamentos, as percepções e as restrições associadas a esse tipo de viagem”, esclarece Bertrand Groslambert.

Uma vida a bordo regulada nos mínimos detalhes

No barco, os estudantes compartilharão o cotidiano dos marinheiros do Neoliner: refeições em comum, vida em coletividade, momentos de reflexão, desafios e atividades físicas, que eles irão documentar. Durante cerca de vinte dias, terão acesso a todos os espaços do navio.

Um campo de estudo à altura da grandeza oceânica

Para Bertrand Groslambert, esta travessia de um novo tipo constitui também “um tempo longo vivido coletivamente”, “uma imersão nas realidades do transporte marítimo” e “um campo de estudo em escala real sobre a transição ecológica”. Vale lembrar que o projeto contou com o apoio de vários parceiros engajados, entre eles a Fundação Riché, a HEYME e a comunidade de alumni da SKEMA.

No retorno a Saint-Nazaire, vários momentos importantes já estão previstos, incluindo uma exposição fotográfica, podcasts e relatos de experiência sobre esta travessia pouco comum.

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